Programação do “Museus Centro” celebra o Mês das Crianças com atividades para todas as idades
Em outubro, mês tradicionalmente dedicado às crianças, os museus municipais do projeto “Museus Centro” transformam seus espaços em territórios de criação, descoberta e experimentação, além de oferecer atividades para todas as idades. Ao longo do mês, o Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte (MIS BH), o Museu da Moda (Mumo) e o Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB) promovem oficinas, intervenções educativas, visitas mediadas, cinema, exposições e encontros que convidam o público a investigar, reinventar e a produzir novas leituras sobre a história e cultura da cidade. A programação atravessa os três espaços a partir de diferentes perspectivas.
No MIS BH, o patrimônio audiovisual ganha destaque em atividades que trafegam entre brincadeiras circenses, experiências com técnicas, como a animação e a gravura, até a exibição de filmes mineiros centenários. No Mumo, o universo criativo de Markito inspira oficinas e visitas à exposição “Markito: Cintilações da Noite”, aproximando moda, memória, liberdade e identidade. Já no MHAB, as histórias da cidade e suas tradições culturais são revisitadas por meio da vivência artística e do debate.
Todas as atividades são gratuitas e integram o projeto “Museus Centro – o percurso da memória de Belo Horizonte”, realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, em parceria com o Viaduto das Artes. A programação completa pode ser consultada no site do projeto e no Portal PBH. Cinema, memória e criação no MIS BH No MIS BH, outubro coloca em diálogo preservação, criação e diferentes formas de experimentar o audiovisual.
Até esta sexta-feira (9), das 13h às 15h, Soraia Nogueira conduz a oficina “Preservação Audiovisual – Análise Fílmica”. A atividade apresenta fundamentos da preservação fílmica, abordando análise, conservação, acondicionamento e tratamento básico de filmes, revelando parte dos processos que envolvem a proteção do patrimônio audiovisual. Voltada a maiores de 18 anos, a ação tem vagas limitadas e as inscrições devem ser feitas previamente via formulário.
As crianças também ganham espaço especial na programação. A partir do dia 13, de terça-feira a sábado, das 10h às 18h, a intervenção educativa “Detetives da Animação” convida os visitantes de todas as idades a seguir pistas e descobrir histórias relacionadas às memórias da animação brasileira. Não é necessária inscrição prévia para participar.
No dia 15 (quinta-feira), das 14h às 16h, “Brincadeiras Circenses no MIS” apresenta às crianças, a partir dos 4 anos, jogos corporais e atividades recreativas inspiradas no universo do circo. Para participar, é necessário realizar inscrição prévia via formulário. No dia 16 (sexta-feira), das 10h às 12h, a oficina “Carimbando a Vida – Xilogravura em Isopor” propõe a criação de gravuras inspiradas no cinema e na animação.
Os participantes criam matrizes em isopor e realizam impressões, explorando formas, texturas e possibilidades de composição. É necessário inscrição prévia, via formulário, e a atividade é voltada para crianças a partir de oito anos. A própria sede do museu também será transformada em objeto de investigação na pequena mostra “A Casa do Museu – Sujeito do Tempo”, aberta a partir do dia 23 (sexta-feira), às 18h30.
Imagens, documentos e registros atravessam diferentes tempos e ajudam a contar a história de uma casa que guarda memórias da cidade e, ao mesmo tempo, continua a produzir novas histórias. Encerrando a programação do mês, o CineMIS – Cinema Comentado celebra o Dia Mundial do Patrimônio Audiovisual, no dia 28 (quarta-feira), às 19h, com a exibição de duas raridades do cinema mineiro realizadas há exatos 100 anos. “Minas Antiga” e um trecho de “A Visita de Washington Luiz em Minas Gerais”, ambos realizados em 1926 por Igino Bonfioli, serão seguidos de conversa com Gabriel Furbino e Moacir Ricoy sobre os filmes, seus contextos históricos e os desafios da preservação do patrimônio audiovisual. A participação é aberta ao público, sem necessidade de inscrição, mas sujeita à lotação do espaço.
Caminhada literária e inspiração em Markito No Museu da Moda (Mumo), outubro tem na agenda a “Oficina de Escrita e Caminhada Literária – Castelinho da Bahia”, conduzida pelo escritor Rafael Sette Câmara, no dia 16 (sexta-feira), às 14h. A atividade parte da escrita criativa, da crônica urbana e da observação para conduzir os participantes por espaços e narrativas do passado de Belo Horizonte. A classificação é livre e, para participar, é necessário se inscrever previamente via formulário.
E ao longo de todo o mês no Mumo, a exposição “Markito: Cintilações da Noite” continua a irradiar experiências para além da sala expositiva no Museu. Moda, memória e criação se encontram em oficinas e visitas que convidam o público a mergulhar no universo visual e afetivo do estilista mineiro. Neste sábado (10), das 10h às 13h, a “Oficina de Tie-Dye com o Grupo Fios” parte das primeiras camisetas criadas por Markito para apresentar aos participantes diferentes possibilidades da técnica, da amarração à aplicação das tintas.
A atividade é destinada a maiores de 7 anos e, para participar, é necessário se inscrever via formulário. Cada participante deverá levar uma camiseta sem estampa. Já no dia 24 (sábado), o público poderá ampliar o contato com a trajetória do estilista em duas atividades.
Das 11h às 12h, uma visita mediada, sem necessidade de inscrição, percorre documentos, fotografias, textos, objetos biográficos e criações presentes na exposição. À tarde, das 14h às 18h, a “Oficina de Stencil em Jeans, com o Grupo Fios” transforma estrelas, luas e constelações presentes no trabalho de Markito em ponto de partida para a customização de peças de roupa. A atividade é voltada para maiores de 16 anos e os participantes devem levar uma peça em jeans. A inscrição deve ser feita previamente via formulário.
A programação dedicada à exposição ganha ainda uma ação de acessibilidade no dia 31 (sábado), das 15h às 16h, com visita mediada com interpretação simultânea em Libras realizada por Ravena Souza. A atividade propõe um percurso acessível pela exposição, estabelecendo conexões entre moda, memória, afeto e liberdade. Para participar, é necessário inscrição prévia através do formulário.
Histórias e travessias da cidade O Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB) recebe no dia 17 (sábado), das 14h às 17h, a “Oficina de Bandeiras e Estandartes”, que propõe um mergulho na arte popular mineira, nas devoções e nos festejos sagrados. A atividade será conduzida por Cleiton Gós, educador do Muquifu – Museus dos Quilombos e Favelas Urbanos. Técnicas como patchwork, colagem, bordado e pintura serão utilizadas para explorar a tradição dos estandartes presentes em Congados, Folias de Reis, Festas do Divino e Reinados de Nossa Senhora do Rosário.
A atividade é voltada para maiores de 10 anos e requer inscrição prévia pelo formulário. As comemorações pelo primeiro ano da exposição “Travessias do Curral Del Rey” atravessam duas atividades. No dia 18 (domingo), das 10h30 às 12h30, o “Museu Criativo” convida crianças e famílias a imaginar, por meio do desenho, outros caminhos, paisagens, construções e modos de vida para a história do antigo arraial.
No dia 24 (sábado), das 14h às 18h, o MHAB celebra oficialmente o aniversário da exposição com o lançamento de seu catálogo e uma programação dedicada às histórias, memórias e modos de vida do território que deu lugar à capital mineira. A programação inclui a roda de conversa “Memórias e desmemórias do Arraial Curral Del Rei”, conduzida pelo curador Bruno Viveiros, com participação da escritora Adriane Garcia; Padre Mauro, curador do Muquifu – Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos; Pai Ricardo de Moura, zelador da Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente (CCPJO); e o artista visual Jorge dos Anjos. Ao longo do encontro, o “Canto para os Ancestrais”, realizado pela CCPJO, propõe momentos de reverência e reconhecimento daqueles que habitaram o Curral Del Rei e contribuíram para a construção de suas tradições.
A classificação é livre e não requer inscrição prévia para participar. Patrimônio em debate O MHAB sedia ainda, no dia 22 (quinta-feira), das 8h às 18h, o “3º Simpósio do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte: conscientizar para preservar e salvaguardar”. Realizado pela SMC e FMC, por meio da Diretoria de Patrimônio Cultural, com apoio do projeto Museus Centro, a atividade reúne especialistas, educadores, historiadores, arquitetos e pesquisadores para discutir diferentes perspectivas sobre a preservação e a salvaguarda do patrimônio da cidade.
Entre os temas estão educação pelo patrimônio, práticas educativas sobre o Largo do Rosário, presença negra no patrimônio cultural de Belo Horizonte e a arquitetura Spanish Colonial Revival, com exemplos presentes em bairros como Floresta, Lourdes e Funcionários. O simpósio será encerrado com apresentação da Velha Guarda do Samba de BH. A atividade é voltada para maiores de 18 anos e as inscrições devem ser feitas via formulário.